Fauvismo

O termo Fauvismo deriva de “fauve” (fera selvagem), exclamação feita pelo crítico de arte Louis Vauxcelles perante a exposição de pintura do Salão de Outono de 1905, em Paris onde a violenta expressão cromática das telas expostas contrastava com o pendor clássico-renanscentista de uma escultura aí presente. Foi um movimento de curta duração, na passagem do Século 19 para o Século 20, que constituiu o primeiro, senão o mais importante, movimento de renovação da pintura francesa depois do Impressionismo.

Opondo-se abertamente ao Impressionismo pelos efeitos ópticos ilusórios que esta pintura praticou, deriva contudo dele e das conquistas pós-impressionistas, nomeadamente das de Cézanne, Gauguin e Van Gogh.
Pretendendo anular toda a teorização na arte, a pintura fauve visou transmitir ao espectador emoções estéticas profundas através da exaltação das cores, usadas em tons fortes e contrastantes, sem modelado, onde a ilusão da terceira dimensão se perde.
Por isso, as formas resultam simplificadas e planificadas e a perspectiva académica é rejeitada em função de um tratamento do espaço mais intuitivo e livre, bidimensional. A expressão é dada pelas linhas e pelas cores, aplicadas ora lisas e finas, ora texturadas, em pinceladas directas e emotivas, num entusiamo por vezes quase juvenil.
Movimento artístico, caracterizado pela utilização de cores puras em grandes manchas e com fortes contrastes, para acentuar ao máximo o valor expressivo da cor, exaltando a sua sensualidade e sugestão emotiva.
Teve como líder incontestável Henri Matisse, contando também com a participação de outros grandes artistas, entre eles, André Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braquese, Henri Manguin, Albert Marquet, Jean Puy, Emile Othon Friesz.
Os Fauvistas rejeitaram o império da forma, ditado pela academia, o conceito de luminosidade dos impressionistas, passando a usar a cor como factor primordial da pintura. Este movimento afirmava por isso a autonomia da cor e do espaço, utilizava com grande ousadia largas manchas de cores violentas, evocando um mundo fantástico de grande emoção e cor.

Henri Matisse

- Pintor Francês;
- Nasceu no Norte de França, em 1869;
- Em 1890, comprou uma caixa de tintas e um livro “Manual Geral de Pintura e Óleo de Goupil”.
- Em 1892 Matisse chegou a Paris para estudar Arte.
- Abandonou os estudos de Direito, para se dedicar à Pintura. O pontilhismo inspirou-lhe cores mais fortes e arrojadas e dessa técnica surgiu o fauvismo. O seu estilo tornou-se muito versátil, incluindo trabalhos austeramente geométricos e exuberantemente decorativos.
- Faleceu em Nice, a 3 de Novembro de 1954;

Características da pintura de Henri Matisse

Arte tranquila, harmoniosa e agradável.
Um dos fundadores da Arte Moderna. Concebia a pintura pelos seus valores intrínsecos – os da cor e da bidimensionalidade – e essencialmente como um exercício técnico e estético, capaz de comunicar emocionalmente com o espectador.
Atirou-se em várias direções; experimentando novas técnicas e estilos. Do Impressionismo até a Arte Abstrata.

Alguns dos seus quadros:


Henri Matisse Luxe, Calme, et Volupté 1904; óleo sobre tela


Henri Matisse Retrato de Madame Matisse 1905; óleo sobre tela


Henri Matisse A mulher argelina 1909; óleo sobre tela


Henri Matisse Harmonia em vermelho; óleo sobre tela


Henri Matisse A dança (1ª versão) 1909; óleo sobre tela


Henri Matisse Nu Azul 1952; óleo sobre tela


Henri Matisse Interior Vermelho 1947; óleo sobre tela

História do Cinema

Alguns quadros de pintores Impressionistas


Pierre Auguste Renoir (França - 1841-1919)

La-Lecture

La songeuse - jeune femme assise

Rosa-e-Azul

Edgard Degas (França - 1834-1917)

Ballet Class

Dancarina com o Bouquet

The Star - Dancer on Stage

Claude Monet (França - 1840-1926)

Woman with a Parasol

The Luncheon

The White Water Lilies

Impressionismo

O Impressionismo é um movimento artístico surgido na França no século XIX que criou uma nova visão conceitual da natureza utilizando pinceladas soltas dando ênfase na luz e no movimento. Geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as nuances da luz e da natureza.

A arte alegre e vibrante dos impressionistas enche os olhos de cor e luz. A presença dos contrastes, da natureza, transparências luminosas, claridade das cores, sugestão de felicidade e de vida harmoniosa transparecem nas imagens criadas pelos impressionistas.

Os impressionistas retratam em suas telas os reflexos e efeitos que a luz do sol produz nas cores da natureza. A fonte das cores estava nos raios do sol. Uma mudança no ângulo destes raios implica na alteração de cores e tons. É comum um mesmo motivo ser retratado diversas vezes no mesmo local, porém com as variações causadas pela mudanças nas horas do dia e nas estações ao longo do ano.

O Impressionismo mostra a graciosidade das pinceladas, a intensidade das cores e a sensibilidade do artista, que em conjunto emocionam quem contempla suas obras.

Claude Monet (1840-1926) fez parte do movimento impressionista na França, que teve início em 1874 com a primeira exposição do grupo no ateliê do fotógrafo Maurice Nadar. A denominação Impressionismo foi dada a partir de uma declaração pejorativa do crítico de arte francês Louis Leroy ao ver a tela de Monet "Impression du Soleil Levan". O grupo ficou conhecido por realizar uma pintura ao ar livre, em frente ao motivo, numa nova concepção de pintura, de celebração dos espaços do mundo e da luz. Adotando um princípio dinâmico por excelência, o grupo também eliminou as referências mitológicas, religiosas e históricas para refletir a vida contemporânea e a nova Paris, as impressões momentâneas e fugazes de seu cotidiano.

Técnicas Impressionistas:

Os artistas aplicaram uma técnica revolucionária de pintura que consistia em:

-Pinceladas curtas, de cores puras;

-Figuras sem contornos definidos;

-Ilusão perfeita da vibração da luz e cor.

Características da pintura Impressionista:

-A pintura deve mostrar as tonalidades que os objectos adquirem ao reflectir a luz do sol num determinado momento, pois as cores da natureza mudam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
- As figuras não devem ter contornos nítidos pois o desenho deixa de ser o principal meio estrutural do quadro passando a ser a mancha/cor. -As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam. O preto jamais é usado em uma obra impressionista plena.
-Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares.

Características do Impressionismo:

-Rompe completamente com o passado; -Inicia pesquisas sobre a óptica/ efeitos (ilusões) ópticas;
-Contra a cultura tradicional;
-Pertence a um grupo individualizado;

Pintores Impressionistas:

Claude Monet Oscar-Claude Monet nasceu em Paris, França, a 14 de Novembro de 1840 e morreu em Giverny a 5 de Dezembro de 1926. Ele foi um pintor francês, o mais célebre entre os pintores impressionistas.

Édouard Manet nasceu a 23 de Janeiro de 1832, Paris e morreu a 30 de Abril de 1883 em Paris. Foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX.

Pierre Auguste Renoir, nasceu em Limoges, 25 de Fevereiro de 1841 e morreu em Cagnes-sur-Mer, 3 de Dezembro de 1919. Foi um dos mais célebres pintores franceses e um dos mais importantes nomes do movimento impressionista.

Vincent Willem van Gogh nasceu em Zundert a 30 de Março de 1853 e morreu em Auvers-sur-Oise a 29 de Julho de 1890. Foi um pintor pós - impressionista neerlandês, frequentemente considerado um dos maiores de todos os tempos.

Bibliografia:

http://www.maguetas.com.br/impressionismo

http://www.historiadaarte.com.br/manet.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Impressionismo


Caracterização do Romantismo

A Europa das linhas férreas. Domínio das linhas ferroviárias ligadas às Industrias.

No século XVIII, muitos engenhos e invenções começaram a surgir em Inglaterra, no que toca à agricultura, transportes, indústria, comércio e finanças. Novas patentes foram registadas. A baixa da taxa de juro que coincidia com a expansão dos mercados interno e externo, constituía um estímulo ao progresso. Estas invenções acabaram por se traduzir num aumento do rendimento do consumidor e dos produtos essenciais. As principais novidades técnicas incluíam, entre outras, teares mecânicos, máquinas de fiação e fundição de coque. Todo este processo originou a chamada Revolução Industrial, que se operou, primeiramente, na Inglaterra no século XVIII.

Por volta de 1760, em Inglaterra, o sector têxtil algodoeiro conhecia um invento de grande importância: a máquina a vapor, de Watt (1769). A utilização desta nova fonte de energia tornou possível a substituição do "domestic system" pelo "factory system", isto é, o carácter da indústria modificou-se: a fiação passou a fazer-se, na sua maior parte, em estabelecimentos fabris e não em pequenas oficinas artesanais.

É evidente que tudo isto teve sérias repercussões: por exemplo, os tecelãos rurais, ao verem o seu trabalho e receitas aumentados, abandonaram os campos e passaram a concentrar-se nas cidades. A invenção e constante aperfeiçoamento da máquina a vapor permitiu também o aumento da produtividade e custos reduzidos.

A velocidade de rotação da máquina a vapor e o baixo custo da energia transformaram esta máquina num engenho de alta rendibilidade, a qual se tornou no símbolo da Revolução Industrial. Inicialmente utilizada na bombagem de minas, a partir de 1785 passou a ser utilizada nas indústrias algodoeira e metalúrgica. Embora a difusão da máquina a vapor fora da Inglaterra fosse incipiente, já se encontravam, nos começos do século XIX, no continente algumas unidades fabris com máquinas a vapor. A partir de 1840-50, a máquina a vapor conheceu novos aperfeiçoamentos e foi adoptada em todos os países em fase de industrialização.

Com a utilização do vapor, também a indústria siderúrgica se transformou, resolvendo os problemas da imigração e dispersão, devido às grandes concentrações fabris em locais rurais, quase sempre onde se produzia o carvão e o ferro. Para além da sua aplicação à indústria têxtil algodoeira, a máquina a vapor continuava a ser utilizada no transporte nas minas.

A partir de 1760, tanto em França como em Inglaterra, os inventores tentaram descobrir o melhor meio para adaptar a máquina a vapor aos transportes. Assim, em 1803 surgiu uma locomotiva a vapor construída por Richard Trevithick (1771-1833), e que fez várias viagens pelas ruas de Londres. Porém, essas ruas mostraram-se impróprias para o tráfego de locomotivas, pelo que a experiência não surtiu efeito.

A exploração dos caminhos-de-ferro está na origem do desenvolvimento de sistemas técnicos muito importantes no século XIX. Por exemplo, a partir de 1870, são adoptados o carril de aço, a sinalização eléctrica, o freio de ar comprimido, a manutenção hidráulica entre outros inventos que fazem do caminho-de-ferro uma das fontes de inovação do século XIX.

Em 1814, William Hadley inventou a sua locomotiva a vapor Puffing Billy, que provou ser possível fazer aderir a locomotiva aos "rails". Nasceu, assim, o caminho-de-ferro.

George Stephenson (1781-1848) viria a melhorar a locomotiva a vapor sobre carris, utilizada pela primeira vez nos transportes em 1829 e que ficou conhecida como "Rocket". A construção do caminho-de-ferro entre Liverpool e Manchester, associado à locomotiva, acabou por demonstrar as potencialidades do transporte a motor. No fundo, a locomotiva a vapor revelava-se o mais importante invento da revolução tecnológica. Os seus efeitos não só na vida económica inglesa como no resto do mundo foram profundos. Assim, os transportes terrestres sofreram um aumento significativo.

Na segunda metade do século XIX, a indústria reestruturou-se adoptando novos processos de produção e organização. A partir de 1860, entra-se numa nova fase caracterizada pela substituição do ferro pelo aço, do vapor pela electricidade e pelo petróleo como principais fontes de energia; dá-se também um desenvolvimento da automatização das máquinas e da especialização do trabalho; a usar ligas de metais leves e novos produtos da química industrial; as mudanças nos transportes e comunicações são inúmeras; o aperfeiçoamento e adopção de novas formas de organização capitalista e a extensão da industrialização à Europa Central e Oriental e ao Extremo Oriente são também marcas desses tempos.

Nesta fase da industrialização, os transportes ferroviários desenvolveram-se rapidamente, o que virá facilitar a aquisição de matéria-prima e a distribuição dos produtos. As distâncias tornam-se mais curtas, facilitando a concorrência e acabando com o isolamento de certas regiões.

Com o aumento da produção de ferro, que continua a crescer na segunda metade do século XIX, e o incremento da indústria siderúrgica, assiste-se a um forte desenvolvimento, produção de maquinaria, de meios de transporte e da engenharia civil; o caminho-de-ferro torna-se importante.

Por volta de 1840 foram construídos muitos quilómetros de linhas férreas pelo Mundo. Cerca de 1850, as redes ferroviárias da Grã-Bretanha e da Bélgica estavam todas concluídas e na Alemanha a maior parte das linhas ferroviárias tinham já sido construídas. Entre 1850-60, em França registou-se um crescimento na construção de linhas com o impulso do governo de Napoleão III. Os caminhos-de-ferro construídos entre 1840-60 já abrangiam as regiões mais desenvolvidas, o que constituía um bom negócio. Fora da Europa, os caminhos-de-ferro penetraram e modificaram rapidamente os espaços: nos EUA, no Japão e na Rússia, onde a linha do transiberiano e transcaucasiano tornou possível a este país conhecer e explorar muitos dos seus recursos naturais. Em 1857, na Rússia os caminhos-de-ferro ligavam já Moscovo a São Petersburgo e, em 1862, São Petersburgo a Varsóvia e Moscovo a Novogrado. Moscovo encontrava-se, assim, rodeada por estas linhas.

A ideia de que os caminhos-de-ferro podiam povoar os desertos e aumentar a riqueza nas zonas pobres levou a que estes fossem considerados um assunto da máxima importância para os respectivos Estados. A construção das linhas permanece até à Primeira Guerra Mundial como a primeira causa da exportação de capitais, pois funcionava como instrumento de valorização dos novos territórios.

Entre 1891 e 1903 foram construídas as linhas intercontinentais. Os EUA já tinham construído cinco linhas transcontinentais, entre 1864 e 1890, entre o Atlântico e o Pacífico. Estes transcontinentais desempenham um papel muito importante no povoamento e aproveitamento de grandes espaços, tal como acontecera com o transiberiano, construído a partir de 1891.

Em outras regiões iniciam-se novas redes ferroviárias: China, América Latina e colónias africanas.

Na Europa, as vias férreas tentam numa primeira fase estabelecer os eixos nacionais. Ex.: Paris/Bruxelas; Antuérpia/Colónia; Frankfurt/Bâle; Viena/Praga/Berlim. Na segunda fase lançam-se as vias regionais que entroncam em grandes eixos. Numa terceira fase abrangem as vias secundárias que ligam as localidades mais isoladas.

Os caminhos-de-ferro exigiam um grande investimento de capitais, o qual só foi possível graças à sua grande concentração nas mãos de sociedades modernas e empreendedoras.

A construção dos caminhos-de-ferro, após os meados do século XIX, deveu-se ao aumento da procura de transportes, resultante da expansão industrial. Foram os próprios industriais que subsidiaram os primeiros investimentos. Chegou-se a recorrer à poupança nacional através da emissão de acções e obrigações. Os lucros que provinham da exploração dos caminhos-de-ferro atraíram o investimento privado. Assim, o Estado interferia cada vez mais neste domínio. No caso da Bélgica, os caminhos-de-ferro eram divididos entre o Estado e uma companhia privada, procurando o Estado salvaguardar os interesses nacionais relativamente aos estrangeiros, e deter o tráfego entre a Europa Central e o mar do Norte. Em França, a participação estatal teve muita importância no crescimento da rede ferroviária, já que tinha a seu cargo as despesas mais avultadas e só depois concedia a exploração a companhias privadas que no entanto ficavam sujeitas ao controlo estatal. Na Alemanha, os caminhos-de-ferro desenvolveram-se através da iniciativa privada e estatal. Na Grã-Bretanha e nos EUA, nos anos de 1860-1870 os privados tiveram um papel importante na expansão dos caminhos-de-ferro.

A partir do final do século XIX, todos os países se empenharam no controlo directo das linhas ferroviárias, acabando por nacionalizar as companhias privadas.

Sublinhe-se que a expansão do caminho-de-ferro não pode ser dissociada da navegação a vapor, tanto em rios como no mar. Ficava mais barato enviar as mercadorias por mar do que por terra. Assim, o crescimento da economia da Inglaterra, na segunda metade do século XVIII, foi estimulado pelo tráfego intenso que se regista nos canais e nas rotas marítimas. Porém, o transporte das mercadorias por mar tinha também os seus inconvenientes. O transporte por rio tornava-se mais seguro e mais barato.

Em 1838, quatro vapores britânicos atravessaram o Atlântico. A dinamização da navegação a vapor teve o seu impulso, principalmente, depois de meados do século XIX, devido aos progressos técnicos que permitiram reduzir o consumo do carvão, aumentar a tonelagem e a rapidez.

Contudo, a expansão da navegação a vapor foi muito lenta já que a Inglaterra, onde se verificaram estes progressos, tinha uma grande frota de veleiros. Por outro lado, este tipo de navegação acarretava problemas quanto ao seu abastecimento, pois a máquina a vapor consumia muito combustível, tornando impossível o seu transporte. Por outro lado, a velocidade das embarcações a vapor não era vantajosa em relação aos veleiros.

A partir de 1860, a aplicação da máquina Compound à navegação permitiu economizar combustível e fazer triunfar a navegação a vapor, isto é, procedeu-se à substituição da roda por uma hélice, que fez aumentar a sua velocidade. Por outro lado, o emprego do ferro na construção naval permitiu o aumento do tamanho dos steamers e da sua tonelagem.

Assim, as vantagens do vapor sobre os veleiros tornaram-se mais do que evidentes nos finais do século XIX. Nesta altura, surgem os primeiros petroleiros a vapor e o barco "frigorífico" para transporte de mercadorias que se estragavam facilmente.

Porém, os veleiros subsistem até 1890 sendo utilizados em distâncias longas. A partir de 1830, o vapor impõe-se também na navegação interior, possibilitando por um lado encurtamento das distâncias e permitindo por outro o aumento da tonelagem.

No entanto, o desenvolvimento da navegação a vapor e o facto de se querer reduzir as distâncias entre o Ocidente e o Oriente levou à construção dos canais de Suez e do Panamá. Por exemplo a abertura do canal de Suez, em 1865, permitiu encurtar a distância entre a Europa e a Ásia, fomentando as relações comerciais entre estes dois continentes. A rota do Cabo, velha de 400 anos, era assim secundarizada, poupando-se 9000 km através do Suez.

A abertura destes canais permitiu exercer um papel muito importante na navegação oceânica e no comércio intercontinental, diminuindo as distâncias e reduzindo o preço do frete. Por outro lado, o aumento do tamanho das embarcações e da sua tonelagem, possibilitado pelo vapor e pelo uso do ferro na construção naval, tornou necessário melhorar os portos marítimos.

Os reflexos do caminho-de-ferro e da navegação a vapor na economia e geografia dos países possibilitaram o alargamento dos mercados e o aumento das actividades, estando ligada a estes a expansão de novos países como os EUA, Argentina, Austrália e Rússia para a Sibéria. Estas duas invenções ou inovações provocaram também um aumento da concorrência, devido à descida das tarifas.

Pintura Neoclássica

Séc. XVIII e XIX

• Influência Humanística e reacção à pintura barroca.
• Influência da pintura romana.


Predomina:

• A razão.
• O Ideal de beleza clássico.
• A simplicidade.
• A geometrização.

Temas:

Históricos, mitológicos ou alegóricos, heróicos e o retrato.
Naturalista.


Composições:
• Geométricas.
• Desenho rigoroso e linear.
• Domínio técnico.
• Tratamento da luz e do valor claro-escuro.


Cores:

• Tons sóbrios.
• Sem modelação cromática.

Jacques Louis David (1748-1828)– pintor francês

Temas: Mitologia e retrato.

Características:

• Inovador em termos de representação: Fundos uniformes, figuras vestidas segundo um padrão clássico, colocadas paralelamente ao plano do quadro, desenho e volumetria com pormenores.
• Representa as figuras da sua época, especialmente o Imperador Napoleão Bonaparte.
• Deixa-se inspirar por esta figura mítica, retratando-a toda a sua vida.
• A sua pintura é de um realismo absoluto, cada personagem é exactamente como está representada.
• Existe uma representação de documentos totalmente nova: o retrato da sociedade.
• Foi precursor do Realismo.

Jean- Dominique Ingres (1780-1867) – pintor francês

Temas: Pinta vários temas sem dar importância à hierarquia da pintura.

Hierarquia

1. Temas históricos ou religiosos (ou mitológicos);
2. Retrato;
3. Cenas de género;
4. Natureza morta;
5. Paisagem.

Características:

• Retrato realista, fidelidade ao modelo apesar da inspiração clássica.
• Gosto pelo exótico, exemplo representação do Leque.

Algumas obras:
“Casa de Rafael”, Ingres pinta-a na impossibilidade de pintar o retrato do mestre.
Nota: Não é possivel apresentar imagem.


"Banhista de Valpicon”
• Nu feminino representado de costas, num interior.
• Simplicidade extrema.
• Ingres não que seguir os cânones de beleza clássica e cria o seu próprio conceito de beleza.
• O turbante não é nada europeu, gosto romântico.




“A Odalisca”
• Ingres estica as figuras.
• Existe uma distorção do corpo da mulher, mas correspondente à realidade da época.
• Turbante árabe e leque egípcio.
• Os objectos em redor da personagem são bastante sofisticados.





“Sr. Bertin”
• Imagem de poder
• Arrogante.




“Apoteose de Homero”
• Homero foi o maior dos poetas gregos, escreveu a Eliada e a Odisseia.
• Ingres pinta toda a humanidade brilhante.



“Banho Turco”
• Formato redondo
• Revela uma sensualidade que até agora estava controlada pela razão.
• Existe uma harmonia maior.





Antoine- Jean Gros (1771-1835)

Temas: Mitológicos e retrato.

Características:

• Composição clássica;
• Retrata a actualidade;
• Gosto pelo dramático.
• Revela um tendência neo- barroca.